quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ah, se a vida fosse um filme... (Parte 1)

Acabo de assistir à Decisões Extremas (Extraordinary Measures, 2010), filme do diretor Tom Vaughan com Brendan Fraser e Harrison Ford no elenco. A história, baseada em fatos reais (êita expressãozinha manjada), acompanha a luta de um pai (Fraser) para descobrir a cura da rara Doença de Pompe, cujo estágio avançado compromete cada vez mais a vida de seus dois filhos. Já vimos isso aos montes em Hollywood: no recente (e bastante comovente) Uma Prova de Amor, e no igualmente tocante O Óleo de Lorenzo. Mas... Se a choradeira foi grande (e como!) após os filmes citados, o mesmo não se pode dizer de Decisões Extremas. Não que o resultado final decepcione. Longe disso, até. O problema deste drama é não ser errrr... Dramático! Após ver o trailer e ler a sinopse, pensei que as lágrimas estariam garantidas. Mas não. A não ser, claro, que você se emocione com extrema facilidade.
A produção é honesta, os atores convencem pela naturalidade, algumas piadinhas funcionam bem... Mas drama que é bom, nops! Explico: não lembro de um filme onde todas (todas!) as situações resolvem-se de maneira tão simples e pouco imaginativa (algo como: "Não! Eu não vou fazer isso" >>segundos depois>> "Tá bom, eu faço!"). Ah, se tudo na vida fosse tão - inexplicavelmente - fácil como neste filme... Provavelmente seria um pouco chata, previsível, como Decisões Extremas quase os consegue ser. Ainda que Brendan Fraser esforce-se como o pai amoroso, dedicado e disposto a tudo, é Harrison Ford quem rouba a cena cada vez que surge. No papel do cientista que estuda a cura de Pompe, o ator cria um tipo ranzinza, excêntrico e imprevisível.
Quem vive sabe o quanto é difícl manter-se vivo (nossa!). Viver com uma doença irreversível, então... A vida pode ser dura. A vida sabe ser dura. E é aí que reside o sentido de tudo, afinal. De mão beijada, já temos a vida. Mantê-la é que é complicado. Se o final é feliz ou triste, aí é com cada um.



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